
PARA P., SEM RIMAS de todas você foi a mais aguda cruzado de direita no pomo de adão primeira palavra de um filho que você nunca me deu pra não estragar a panturrilha de todas você foi a mais dissimulada a mais hipócrita a mais crônica de motel a mais puta de sinal roçando a canela do meu irmão sob a mesa em almoços dominicais chupando mutilados de guerra na cabine do banheiro do Rancho da Pamonha em dia de Ação de Graças a que mais me deixou duro no duro em todos os aspectos mulher biônica com um apontador de lápis no lugar da buceta limpando a unha do indicador com palitos Gina após uma dedada no meu traseiro você foi a mais fodona delas peitando os moleques do calçadão empunhando um cano de ferro bebendo cachaça de despacho a caminho de casa um sax na noite de todas você foi a mais linda se esquecendo de pintar as raízes dos cabelos que iam nascendo e todas aquelas suas saídas triunfais das butiques por conta de pequenos delitos de todas você foi a que atingiu as maiores cifras no meu mercado mais negro