cinema

Em Casa

O cineasta Luiz Rosemberg Filho fala sobre o filme de Marcelo Ikeda. Em casa é uma rica experiência de ternos rompimentos analíticos como princípio do tempo passado. Fala-se pela imobilidade e pelo silêncio.

literatura

A vida como ela é

Contos Negreiros, livro de Marcelino Freire, é literatura, manifesto e denúncia. Por Melissa Crocetti.

cultura

A genealogia da Privada

O escritor Ezio Flávio Bazzo comenta seu Toilettes e Guilhotinas, livro escrito em Paris entre 1992 e 94. O autor discorre sobre a forma como o ser humano se relaciona com a própria merda, os tabus, o nojo, o medo, os disfarces e toda a gama de seus significados.

quadrinhos

A trilogia do detetive Diomedes – parte 2

Em sua sétima edição, a coluna sobre Lourenço Mutarelli dá continuidade à saga do detetive Diomedes. Lucimar Mutarelli analisa O Rei do Ponto, livro onde a visão crítica do autor continua a ser proferida, só que agora de forma ainda mais madura e eloqüente, por seus personagens.

poesia

Annita Costa

traço um plano de ruas escuras e molhadas/no brilho da água na calçada/exagero nas vogais abertas e me deixo/beijando a sarjeta/de lares que não posso ter. Cidade chuvosa, papéis e fotos amarelados, crueza, melancolia, desejo e ruptura na poesia de Annita Costa, autora de Fundos para dias de chuva.

dança

O universo das imagens artísticas na dança

Neste artigo a bailarina e coreógrafa Carolina Romano busca explicações para as imagens que surgem na nossa mente no momento em que estamos elaborando a criação artística. Indaga donde viriam as experiências e, principalmente, as imagens que surgem tão nítidas nos laboratórios de dança.

teatro

Jean Genet: Para além da poética marginal, um discurso lúdico, metafísico e social sobre as relações de poder

Jean Genet é um poeta que soube dar ao tema da marginalidade um poderoso lirismo. Cynthia Taboada propõe uma discussão acerca de O Balcão, peça considerada como obra-prima da revolta, uma das mais ricas e mais complexas obras do teatro moderno.

conto

Um nome

Subiu no lotação e com os olhos fixos em seus olhos, o cobrador lhe disse: - Cristina. Pensou ter confundido a voz do cobrador com a voz dentro de si a lhe ditar o nome Cristina. Sentou-se num dos bancos e o passageiro ao lado, como se lhe dissesse boa tarde, disse-lhe: - Cristina. Pesadelos, desconforto, Gregor Samsa e um estranho nome no conto de Marcelo Maluf.

literatura

New Jornalism - a experiência literária no jornalismo

Ao longo da história contemporânea, foram muitas as tentativas de estreitar as relações do jornalismo com a literatura, das quais a mais famosa foi o new journalism, cujas técnicas, mesmo não sendo mais utilizadas com tanta freqüência atualmente, ainda despertam atenção e curiosidade. Por Allan de Abreu.

poesia

Sobre armas & poesia

Rebelião na Zona Fantasma , cd do escritor e poeta Ademir Assunção, transita pela fronteira indefinível que existe entre a música e a poesia, num trabalho orgânico, verdadeira miscelânea de linguagens. Por Sandro Eduardo Saraiva.

literatura

Virginia Woolf: Obstinação e Psicologia Narrativa

Depois de ter lido Freud, Virgínia Woolf desenvolveu seu próprio método psicanalítico para explicar as sensações, recordações e repressões. Andréa Santos mostra neste artigo a influência da psicanálise na literatura de Virgínia Woolf, sobretudo em livros como Mrs Dalloway.

crônica

MTV é um sonífero

Porre, Mário Lago, Raul Seixas, Rock Nacional e baratas na crônica de Cláudio Portella.

cinema

O tempo reencontrado: Bronken Flowers de Jim Jarmusch

Zeca Palaghano comenta o mais recente filme do cineasta americano Jim Jarmusch. Broken Flowers não é um filme nostálgico, mas de reencontro. De reencontro com o tempo que passou.

literatura

William Blake hoje

Leo Gonçalves, tradutor de Canções da Inocência e da Experiência, discorre sobre a importância de William Blake para a poesia e a cultura de hoje. O poeta que era mal visto por seus contemporâneos, tornou-se um sujeito exemplar, cuja radicalidade de pensamento propõe, sem nenhuma concessão, uma verdadeira revolução humana. Não uma revolução social ou política, mas uma revolução cujo palco é o próprio indivíduo.

cinema

Quase bons filmes

Por que Cazuza, Olga, Quase dois irmãos e Cabra-cega, filmes nacionais cujas temáticas poderiam resultar em boas obras, ficaram apenas no “quase”? Por Adriano de Assis

literatura

Imagem contra imagem

Depois que o mundo chega ao fim, essa é uma boa imagem para começar de novo: um circo, o picadeiro, e crianças como platéia, descobrindo a dança das letras no caminho da pólvora. Fabrício Marques comenta Pavios Curtos, livro de poesia de José Aloise Bahia.

[Editorial]

Após nove meses ausente, a Etcetera volta em sua 19ª edição. O tempo da gestação de um filho. Daqueles que já nascem mal comportados, é bom que se diga.

Antes de tudo, no entanto, é necessário uma informação: NÓS NÃO SOMOS A ETCETERA DE CURITIBA! ...

[Cinema]

entrevista

Um Sérgio Bianchi incomoda muita gente


No mês de Junho, durante as primeiras exibições de Quanto Vale ou é por Quilo? , entrevistamos o cineasta Sérgio Bianchi. Num bate-papo permeado de ironia e senso crítico, o diretor paranaense radicado em São Paulo nos falou sobre o seu filme, sobre o cinema nacional, e ainda discorreu a respeito da imprensa, dos meios de produção, escolas de cinema e muito mais.

[Inédito]

poesia

George Fourest
[Aurélia e Adson Bozzi]

Praticamente desconhecida no Brasil, a poesia de Georges Fourest, autor iconoclasta um tanto deslocado entre os seus contemporâneos do início do século XX, é marcada pelo humor de seus versos corrosivos, irônicos e lascivos. A Etcetera apresenta em edição bilíngüe três textos inéditos do poeta francês na tradução de Aurélia e Adson Bozzi.

[Expediente]